Rosh HaShanah 5787 e o que você precisa saber

Você sabia que algo muito diferente acontece em Rosh Hashanah este ano?

O primeiro dia de Rosh Hashanah 5787, 12 de setembro de 2026, cai no Shabat. E por isso, na tradição judaica, o shofar não será tocado no primeiro dia. O toque acontecerá no segundo dia, domingo, 13 de setembro.

Mas por quê?

Se a Bíblia apresenta Yom Teruá como um dia marcado pelo som do shofar, por que ele permanecerá em silêncio justamente no primeiro dia?

Nesta live, vamos descobrir a resposta e mergulhar profundamente no significado de Rosh Hashanah e Yom Teruá.

Vamos falar sobre:

📯 O mistério do shofar
📖 Yom Teruá na Bíblia
🕊️ A relação entre Rosh Hashanah e o Shabat
🍎 Maçã com mel e os alimentos da mesa
🍷 As bênçãos tradicionais
🎶 As músicas e orações judaicas
🌊 O significado do Tashlich
❤️ Teshuvá — o chamado ao retorno
👑 Avinu Malkeinu — Nosso Pai, Nosso Rei
🔥 O despertar espiritual
📯 O shofar e os últimos dias
✡️ Abraão, Isaque e o carneiro de Moriá
✝️ A trombeta, a ressurreição e a esperança messiânica

Vamos abrir a Bíblia e analisar textos como Levítico 23, Salmo 47, Salmo 90, Salmo 139, Miqueias 7, Mateus 24, 1 Coríntios 15 e 1 Tessalonicenses 4.

E existe uma pergunta que acompanhará toda esta live:

O QUE O SHOFAR ANUNCIA?

Não vamos tentar marcar a data da volta de Yeshua.

Vamos fazer algo muito mais importante:

entender o chamado bíblico para estar preparado.

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💬 Durante a live, escreva SHOFAR nos comentários e diga de onde você está assistindo.

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Shanah Tovah! L’Shanah Tovah!

Que este seja um tempo de despertar, retorno, reconciliação e esperança.

#RoshHashanah #RoshHashanah2026 #YomTeruah #Shofar #FestasDeIsrael #Israel #Biblia #Yeshua #HebraicoBiblico

ROSH HASHANAH 2026 — O MISTÉRIO DO SHOFAR

Shalom, meus queridos!

Sejam muito bem-vindos a esta live.

Hoje nós vamos falar sobre uma das celebrações mais importantes do calendário bíblico e judaico: Rosh Hashanah.

Mas eu quero começar esta transmissão com uma pergunta que talvez surpreenda você:

Por que o shofar não será tocado este ano no primeiro dia de Rosh Hashanah?

Talvez você esteja pensando:

“Mas Miguel, como assim?

Rosh Hashanah não é justamente a festa do shofar?”

Sim.

E é exatamente por isso que essa pergunta é tão interessante.

Em 2026, Rosh Hashanah começa ao pôr do sol desta sexta-feira, 11 de setembro.

O primeiro dia, 1º de Tishrei de 5787, cai no sábado, 12 de setembro — exatamente no Shabat.

E, por causa disso, na prática judaica tradicional, o shofar não será tocado no primeiro dia.

Ele será tocado no segundo dia, domingo, 13 de setembro.

Agora pense comigo.

A Bíblia chama essa celebração de Yom Teruá.

Em Levítico 23:24, Deus diz:

“No sétimo mês, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação.”

O dia é apresentado como um memorial marcado pelo som.

Mas este ano começaremos a celebração em silêncio.

Por quê?

O que o Shabat tem a ver com isso?

E será que existe alguma lição espiritual nessa aparente contradição?

É exatamente isso que vamos descobrir hoje.

Porque nesta live eu quero levar você muito além de simplesmente explicar o que é Rosh Hashanah.

Nós vamos falar sobre o shofar, as tradições judaicas, as bênçãos, as músicas, a mesa, a maçã com mel, a romã, a chalá, o Tashlich, a teshuvá, os Dias de Temor e também sobre a dimensão messiânica dessa celebração.

E vamos abrir a Bíblia.

Porque existe uma diferença entre simplesmente conhecer uma tradição e compreender por que aquela tradição existe.

Então fique comigo até o final.

Porque talvez a pergunta mais importante desta noite não seja apenas:

“Por que o shofar não será tocado no sábado?”

Talvez seja:

“O que o shofar está tentando nos fazer ouvir?”


YOM TERUÁ — O DIA DO SOM

Vamos começar pela Bíblia.

Quando Deus apresenta as festas de Israel em Levítico 23, encontramos uma sequência extraordinária.

Pessach.

Pães Asmos.

Primícias.

Shavuot.

Yom Teruá.

Yom Kippur.

Sucot.

E quando chegamos ao primeiro dia do sétimo mês, lemos:

“No sétimo mês, ao primeiro do mês, tereis descanso solene, memorial, com sonidos de trombetas, santa convocação.”

Levítico 23:24

A expressão hebraica associada a esse dia é Yom Teruá.

“Teruá” está relacionada a um grito, um clamor, uma aclamação, um som de alarme ou de celebração.

É por isso que o shofar ocupa uma posição tão importante.

Mas existe algo que eu quero destacar.

A Bíblia não chama originalmente esse dia de Rosh Hashanah.

Rosh Hashanah significa literalmente “cabeça do ano” ou “início do ano”.

É o nome pelo qual a celebração passou a ser conhecida na tradição judaica.

Já Levítico apresenta o dia como um memorial marcado pela teruá.

E isso é muito importante.

Porque quando chamamos simplesmente de “Ano Novo Judaico”, podemos perder parte da mensagem.

Yom Teruá não é apenas sobre começar um calendário.

É sobre despertar.

É sobre lembrar.

É sobre convocar.

É sobre parar e ouvir.


MAS POR QUE O SHOFAR NÃO SERÁ TOCADO NO PRIMEIRO DIA?

Agora chegamos à pergunta central da nossa live.

Se o shofar é tão importante, por que ele não será tocado no sábado?

A resposta está na tradição judaica relacionada ao Shabat.

Quando Rosh Hashanah coincide com Shabat, o toque do shofar é suspenso no primeiro dia.

A tradição rabínica explica essa decisão como uma medida de proteção do próprio Shabat: havia preocupação de que alguém, querendo aprender ou corrigir a maneira de tocar o shofar, pudesse carregá-lo até um especialista, violando as restrições do Shabat.

É importante deixar claro:

não significa que o shofar deixou de ser importante.

Não significa que Yom Teruá deixou de existir.

E não significa que o mandamento bíblico foi esquecido.

Significa que, quando o primeiro dia coincide com Shabat, a prática judaica tradicional determina que o shofar não seja tocado naquele dia.

E o que acontece?

Ele será ouvido no segundo dia.

Domingo, 13 de setembro de 2026.

E existe algo fascinante aqui.

O primeiro dia será marcado pelo silêncio do shofar.

O segundo dia será marcado pelo som do shofar.

Talvez isso nos ensine uma coisa muito simples:

nem todo silêncio significa ausência.

Às vezes, silêncio também é preparação.


O SILÊNCIO ANTES DO SOM

Pense nisso por alguns segundos.

Nós vivemos em uma época de muito barulho.

Notificações.

Celular.

Redes sociais.

Televisão.

Música.

Informação.

Opiniões.

Discussões.

Todo mundo quer falar.

Poucas pessoas querem ouvir.

E talvez uma das primeiras lições que podemos tirar de Rosh Hashanah seja justamente esta:

antes de ouvir o shofar, precisamos aprender a ouvir Deus.

O Salmo 46:10 diz:

“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus.”

Talvez o primeiro dia sem o toque do shofar nos lembre que existe um tipo de preparação que acontece no silêncio.

Antes de falar.

Antes de pedir.

Antes de reclamar.

Antes de planejar.

Pare.

Escute.

Examine.

Ore.


O QUE É ROSH HASHANAH?

Agora vamos compreender melhor a festa.

Rosh Hashanah marca o início do ano judaico 5787.

A celebração começa ao pôr do sol de 11 de setembro e termina após o anoitecer de 13 de setembro de 2026.

Na tradição judaica, Rosh Hashanah está relacionado à soberania de Deus, ao julgamento, à memória e ao início dos chamados Yamim Nora’im, os Dias de Temor, que conduzem até Yom Kippur.

É um período de reflexão.

Um período de teshuvá.

E aqui precisamos explicar uma palavra hebraica muito importante:

Teshuvá — תשובה.

A ideia básica é retorno.

Voltar.

Retornar para Deus.

E isso nos leva a uma questão muito prática.

Talvez você não precise simplesmente de um “ano novo”.

Talvez precise de um retorno.


TESHUVA — O CAMINHO DE VOLTA

O profeta Joel diz:

“Ainda assim, agora mesmo, diz o SENHOR: Convertei-vos a mim de todo o vosso coração.”

Joel 2:12

E depois:

“Rasgai o vosso coração, e não as vossas vestes.”

Joel 2:13

Essa frase é poderosa.

Porque Deus está dizendo:

Não basta mudar a aparência.

Não basta fazer uma cerimônia.

Não basta parecer religioso.

O coração precisa mudar.

E aqui existe uma lição para todos nós.

Podemos conhecer hebraico.

Podemos conhecer Israel.

Podemos conhecer arqueologia.

Podemos conhecer a história das festas.

Podemos saber explicar o shofar.

Mas a pergunta é:

O nosso coração está realmente voltado para Deus?


ROSH HASHANAH E O EXAME DO CORAÇÃO

Davi fez uma oração que combina perfeitamente com esse período:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração; prova-me e conhece os meus pensamentos; vê se há em mim algum caminho mau e guia-me pelo caminho eterno.”

Salmo 139:23-24

Imagine se essa fosse a nossa oração antes de começar um novo ciclo.

“Senhor, não me mostre apenas aquilo que os outros precisam mudar.”

“Mostra-me o que eu preciso mudar.”

É muito fácil enxergar o erro do outro.

Muito mais difícil permitir que Deus examine o nosso próprio coração.

Paulo diz:

“Examine-se, pois, o homem a si mesmo.”

1 Coríntios 11:28

Então eu quero fazer uma pergunta para você que está assistindo:

Se Deus examinasse hoje o seu coração, o que Ele encontraria?


O SHOFAR — UM SOM QUE DESPERTA

Agora vamos falar do instrumento.

O shofar é tradicionalmente feito de um chifre de animal, especialmente de carneiro.

Ele não é simplesmente um instrumento musical.

Ele é um instrumento de convocação.

Na Bíblia, sons de trombeta aparecem associados à reunião do povo, guerra, celebração, proclamação e manifestação da soberania de Deus.

O Salmo 47:5 diz:

“Subiu Deus por entre aclamações, o SENHOR, ao som de trombeta.”

E o Salmo 98:6:

“Com trombetas e ao som de buzinas, exultai perante o SENHOR, que é rei.”

Perceba a ligação:

som — Rei — convocação.

Por isso, quando ouvimos o shofar, podemos pensar:

Acorde.

Preste atenção.

Deus está chamando.


OS SONS DO SHOFAR

Na tradição judaica, encontramos diferentes tipos de sons.

Tekiah — um toque longo.

Shevarim — uma sequência de sons quebrados.

Teruah — uma série de sons curtos e rápidos.

E depois novamente o grande Tekiah.

Existe uma beleza simbólica nessa sequência.

Um som longo.

Um som quebrado.

Um clamor.

E novamente um som longo.

É quase como a história da vida humana.

Há momentos em que estamos firmes.

Há momentos em que estamos quebrados.

Há momentos em que clamamos.

Mas Deus continua sendo Deus.


O SHOFAR E O ARREPENDIMENTO

O shofar também está profundamente ligado à ideia de despertar.

E isso nos leva ao arrependimento.

Mas arrependimento bíblico não significa simplesmente sentir culpa.

Significa mudar de direção.

Imagine alguém caminhando para o norte quando deveria estar indo para o sul.

Não adianta dizer:

“Eu reconheço que estou indo para o lado errado.”

É preciso voltar.

Essa é a ideia de teshuvá.

O profeta Isaías diz:

“Buscai o SENHOR enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto.”

Isaías 55:6

Isso é uma mensagem poderosa para qualquer novo ciclo.

Não espere amanhã para resolver aquilo que Deus está colocando diante de você hoje.


A MESA DE ROSH HASHANAH

Agora vamos para uma parte que eu sei que muita gente gosta:

a mesa.

Porque na tradição judaica, a mesa também ensina.

Os alimentos de Rosh Hashanah não são simplesmente escolhidos pelo sabor.

Muitos carregam simbolismos e desejos para o novo ano.

Um dos mais conhecidos é:

maçã com mel.

A ideia é desejar um ano doce.

E isso pode parecer apenas uma tradição bonita.

Mas existe uma lição espiritual aqui.

Nós podemos pedir a Deus que o novo ano seja doce.

Mas precisamos também perguntar:

Que tipo de pessoa eu vou ser durante esse novo ano?

Porque não adianta querer um ano melhor sem permitir que Deus transforme nossas atitudes.


A CHALÁ REDONDA

Outro elemento muito conhecido é a chalá redonda.

A forma circular é tradicionalmente associada ao ciclo do ano, continuidade e plenitude.

E isso nos faz pensar sobre os ciclos da vida.

Algumas coisas terminam.

Outras começam.

Pessoas chegam.

Pessoas partem.

Projetos começam.

Projetos terminam.

Mas Deus permanece.

Salmo 90:2 declara:

“De eternidade a eternidade, tu és Deus.”

Os nossos ciclos passam.

Deus permanece.


A ROMÃ

Temos também a romã.

Quando você abre uma romã, encontra uma enorme quantidade de sementes.

E isso permite uma bela associação com fruto e abundância.

Yeshua disse:

“Nisto é glorificado meu Pai, em que deis muito fruto; e assim vos tornareis meus discípulos.”

João 15:8

Então talvez a pergunta deste Rosh Hashanah não seja apenas:

“O que eu quero receber no próximo ano?”

Mas:

“Que fruto eu quero produzir?”

Que fruto minha vida está produzindo?

Que fruto estou produzindo dentro da minha família?

No meu trabalho?

Na minha igreja?

No meu ministério?

Nas pessoas que convivem comigo?


AS BÊNÇÃOS

Agora vamos falar das bênçãos.

Uma saudação muito conhecida é:

Shanah Tovah!

“Bom ano!”

Também é tradicional desejar:

L’Shanah Tovah Tikatevu V’Techatemu.

“Que vocês sejam inscritos e selados para um bom ano.”

E existe também a bênção Shehecheyanu, uma expressão de gratidão a Deus por nos permitir chegar a este momento.

A ideia é extraordinária:

Deus me trouxe até aqui.

Talvez você esteja preocupado com o próximo ano.

Mas pare um momento.

Você chegou até aqui.

Talvez não tenha sido fácil.

Talvez tenha sido um ano difícil.

Mas você está aqui.

E isso também é motivo de gratidão.


AVINU MALKEINU — NOSSO PAI, NOSSO REI

Uma das orações mais conhecidas deste período é:

Avinu Malkeinu.

“Nosso Pai, nosso Rei.”

Eu acho essa expressão extraordinariamente profunda.

Pai.

Rei.

Intimidade.

Soberania.

Amor.

Autoridade.

Precisamos das duas coisas.

Às vezes queremos Deus apenas como Pai.

Queremos conforto.

Proteção.

Bênção.

Mas esquecemos que Ele também é Rei.

E se Ele é Rei, então precisamos perguntar:

Quem governa a minha vida?

Meus desejos?

Minha agenda?

Meu dinheiro?

Meu orgulho?

Minha vontade?

Ou Deus?


UNETANEH TOKEF

Durante esses dias encontramos também a famosa oração Unetaneh Tokef, que enfatiza a majestade divina, o julgamento e a fragilidade da vida humana.

Ela nos lembra de algo que o Salmo 90 já dizia:

“Ensina-nos a contar os nossos dias, para que alcancemos corações sábios.”

Salmo 90:12

Que oração extraordinária.

Não:

“Ensina-nos a acumular.”

Não:

“Ensina-nos a conquistar.”

Mas:

“Ensina-nos a contar os nossos dias.”

Porque quem aprende a contar os dias aprende a valorizar o tempo.


TASHLICH

No segundo dia de Rosh Hashanah, há também a prática conhecida como Tashlich.

Neste ano, por coincidir o primeiro dia com Shabat, o Tashlich também será realizado no segundo dia.

É comum ir até uma fonte de água e recitar orações relacionadas ao desejo de que Deus lance os pecados para longe.

A associação bíblica está especialmente em Miqueias:

“Tornará a ter compaixão de nós; pisará aos pés as nossas iniquidades e lançará todos os nossos pecados nas profundezas do mar.”

Miqueias 7:19

É importante explicar:

A água não perdoa pecados.

Jogar pão na água não apaga pecado.

O símbolo aponta para uma verdade espiritual.

Precisamos abandonar aquilo que Deus nos chama a abandonar.

Filipenses 3:13 diz:

“Esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão.”

Existe um momento para aprender com o passado.

Mas existe também um momento para avançar.


ROSH HASHANAH E A ESPERANÇA MESSIÂNICA

Agora chegamos a uma parte especialmente importante.

Porque quando falamos sobre shofar, inevitavelmente chegamos aos textos messiânicos.

Paulo escreveu:

“Num momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta; pois a trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós seremos transformados.”

1 Coríntios 15:52

E em 1 Tessalonicenses 4:16:

“Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus.”

Perceba:

trombeta.

ressurreição.

vinda do Senhor.

Isso é fascinante.

Mas aqui precisamos ter cuidado.

A Bíblia não diz que Rosh Hashanah é explicitamente a data da segunda vinda de Yeshua.

E nós não podemos transformar uma interpretação em uma certeza bíblica.

Yeshua foi muito claro:

“Mas a respeito daquele dia e hora ninguém sabe.”

Mateus 24:36

Portanto, a mensagem não é:

“Descobrimos a data.”

A mensagem é:

esteja preparado.


O SHOFAR E A VIGILÂNCIA

Yeshua disse:

“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”

Mateus 24:42

Então talvez o shofar tenha uma mensagem para nós que vai muito além da tradição.

Ele nos lembra:

Não durma espiritualmente.

Não deixe a sua fé se tornar apenas rotina.

Não permita que a Bíblia vire apenas informação.

Não permita que a oração desapareça.

Não deixe o chamado de Deus ser abafado pelo barulho do mundo.

O shofar desperta.


O MISTÉRIO DESTE ANO

E agora voltamos para a pergunta que iniciou nossa live.

Por que o shofar não será tocado no primeiro dia de Rosh Hashanah deste ano?

Porque o primeiro dia cai no Shabat.

Mas existe algo que eu considero muito interessante.

A Bíblia chama o dia de Yom Teruá.

A tradição judaica reconhece a centralidade do shofar.

Mas neste ano, quando o primeiro dia chega…

silêncio.

E somente no segundo dia…

o shofar volta a soar.

Talvez isso nos ensine algo muito importante.

Nem todo chamado de Deus começa com barulho.

Às vezes começa com silêncio.

Às vezes Deus precisa primeiro nos fazer parar.

Depois nos fazer ouvir.

E somente então nos fazer agir.


E HÁ MAIS UMA COISA FASCINANTE

No segundo dia de Rosh Hashanah, quando o shofar será tocado, a leitura da Torá inclui Gênesis 22, o relato da Akedá — Abraão levando Isaque ao monte Moriá.

E qual é um dos elementos mais marcantes dessa história?

O carneiro.

Abraão levanta os olhos e vê um carneiro preso pelos chifres.

E ele oferece o carneiro no lugar de seu filho.

Gênesis 22:13:

“Tendo Abraão erguido os olhos, viu atrás de si um carneiro preso pelos chifres entre os arbustos; tomou Abraão o carneiro e o ofereceu em holocausto, em lugar de seu filho.”

Agora pense:

O shofar é feito de um chifre.

E no segundo dia, justamente quando o shofar volta a soar, a leitura nos leva à história do carneiro de Moriá.

Isso não significa que devemos inventar uma profecia onde a Bíblia não fez uma afirmação explícita.

Mas a conexão temática é poderosa.

O carneiro.

O chifre.

O sacrifício.

A substituição.

A provisão de Deus.

E para nós, que cremos em Yeshua, a história naturalmente nos leva a pensar na grande mensagem bíblica da redenção e da substituição.


A GRANDE LIÇÃO DA AKEDÁ

Abraão estava disposto a entregar aquilo que lhe era mais precioso.

E então Deus providenciou o cordeiro.

Existe uma frase que atravessa toda essa história:

Deus proverá.

Gênesis 22:8:

“Deus proverá para si, meu filho, o cordeiro para o holocausto.”

E quando chegamos ao Novo Testamento, João Batista aponta para Yeshua e declara:

“Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!”

João 1:29

É aqui que a leitura messiânica se torna profundamente significativa.

Não precisamos transformar cada detalhe de Rosh Hashanah em uma profecia sobre Yeshua.

Mas podemos reconhecer que as Escrituras possuem uma grande narrativa de criação, queda, promessa, redenção e restauração.

E as festas fazem parte dessa narrativa.


O QUE DEUS QUER DE NÓS?

Talvez esta seja a pergunta mais importante desta live.

Não:

“Qual comida eu preciso colocar na mesa?”

Não:

“Qual palavra hebraica preciso aprender?”

Não:

“Qual tradição preciso reproduzir?”

Tudo isso pode ser importante.

Mas Deus olha para algo mais profundo.

O coração.

O profeta Miquéias perguntou:

“Com que me apresentarei ao SENHOR?”

E depois responde:

“Ele te declarou, ó homem, o que é bom e que é o que o SENHOR pede de ti: que pratiques a justiça, e ames a misericórdia, e andes humildemente com o teu Deus.”

Miquéias 6:8

Essa é uma excelente mensagem para um novo ciclo.

Justiça.

Misericórdia.

Humildade.


TALVEZ VOCÊ PRECISE DE UM NOVO COMEÇO

Talvez você esteja assistindo esta live e pensando:

“Eu errei muito neste último ano.”

Talvez tenha tomado decisões ruins.

Talvez tenha perdido tempo.

Talvez tenha ferido alguém.

Talvez tenha se afastado de Deus.

Talvez tenha perdido a esperança.

Mas a Bíblia está cheia de histórias de pessoas que tiveram a oportunidade de retornar.

Davi caiu.

Pedro negou Yeshua.

Jonas fugiu.

Elias teve medo.

Mas Deus continuou trabalhando.

Lamentações 3:22-23 diz:

“As misericórdias do SENHOR são a causa de não sermos consumidos… renovam-se cada manhã.”

Talvez você não possa mudar o que aconteceu ontem.

Mas pode entregar a Deus o que acontecerá amanhã.


UMA PERGUNTA PARA QUEM ESTÁ ASSISTINDO

Agora eu quero que você participe.

Escreva aqui no chat:

SHOFAR

E depois escreva:

De onde você está assistindo esta live?

Eu quero saber quantas pessoas estão acompanhando esta mensagem.

E eu quero fazer outra pergunta:

Se Deus pudesse transformar uma única área da sua vida neste novo ciclo, qual seria?

Pense nisso.

Não precisa escrever se não quiser.

Mas pense.

Porque talvez essa seja a pergunta que você precisa levar para a sua oração.


QUER APROFUNDAR O ESTUDO?

E se você percebeu durante esta live que deseja compreender melhor as Festas de Israel, eu quero fazer um convite.

Eu preparei o meu e-book sobre as Festas de Israel.

É um material para ajudar você a compreender o significado das festas, o contexto bíblico, os símbolos e a relação delas com toda a narrativa das Escrituras.

Se você quiser receber o e-book, o link está na descrição desta live.

Baixe.

Leia.

Abra a Bíblia.

Compare.

Estude.

E principalmente:

não fique apenas com a informação.

Permita que aquilo que você aprende transforme a sua caminhada.


VENHA CAMINHAR PELA TERRA DA BÍBLIA

E eu quero fazer também um convite muito especial.

Porque existe uma diferença entre estudar sobre a Terra de Israel e caminhar por ela.

Existe uma diferença entre ler sobre Jerusalém e estar diante das muralhas da Cidade Velha.

Existe uma diferença entre estudar Cafarnaum e caminhar pelas pedras da antiga cidade.

Existe uma diferença entre ler sobre o Mar da Galileia e contemplar aquelas águas.

Existe uma diferença entre ler sobre o Monte das Oliveiras e olhar de lá para Jerusalém.

É por isso que eu conduzo viagens de imersão bíblica em Israel.

Meu objetivo não é simplesmente levar você para tirar fotografias.

É ajudar você a ler a Bíblia com os pés na terra onde a história aconteceu.

Vamos conhecer lugares bíblicos, históricos e arqueológicos.

Vamos compreender a geografia.

Vamos falar sobre os textos.

Vamos olhar para aquilo que a arqueologia encontrou.

E vamos conectar tudo isso com as Escrituras.

Porque quando você conhece a terra, muitas vezes começa a enxergar detalhes da Bíblia que antes passavam despercebidos.

Se você tem o desejo de viver essa experiência, o link para saber mais sobre a próxima viagem está na descrição.


ANTES DE TERMINAR…

Quero voltar ao começo.

Por que o shofar não será tocado no primeiro dia de Rosh Hashanah este ano?

Porque o primeiro dia, 12 de setembro, será Shabat.

E na prática judaica tradicional, o shofar não é tocado quando Rosh Hashanah cai no Shabat.

O segundo dia, 13 de setembro, será marcado pelo toque do shofar.

Mas talvez a pergunta mais importante seja outra:

O que faremos enquanto esperamos o som?

Será que vamos parar?

Será que vamos examinar o coração?

Será que vamos buscar reconciliação?

Será que vamos perdoar?

Será que vamos retornar?

Será que vamos nos preparar?

Porque quando o shofar finalmente soar…

não adianta começar a se preparar naquele momento.

A preparação precisa ter começado antes.


UMA ORAÇÃO

Eu quero terminar fazendo uma oração.

Senhor nosso Deus,

nós te agradecemos pela vida.

Agradecemos porque nos sustentaste até aqui.

Agradecemos por cada porta que abriste.

Agradecemos também pelas portas que fechaste.

Porque muitas vezes não entendemos naquele momento, mas depois percebemos que a Tua mão estava ali.

Senhor, neste novo ciclo, sonda o nosso coração.

Como Davi orou:

“Sonda-me, ó Deus, e conhece o meu coração.”

Salmo 139:23

Mostra-nos aquilo que precisa mudar.

Mostra-nos aquilo que precisa terminar.

Mostra-nos aquilo que precisa começar.

Dá-nos coragem para pedir perdão.

Dá-nos graça para perdoar.

Dá-nos sabedoria para escolher.

Dá-nos força para permanecer.

E não permita que o barulho deste mundo seja maior do que a Tua voz.

Que possamos ouvir o Teu chamado.

Que possamos retornar.

Que possamos despertar.

Que possamos estar preparados.

E quando o shofar soar…

que encontremos o nosso coração voltado para Ti.


O ÚLTIMO SOM

Talvez seja isso que o shofar quer nos ensinar.

Ele não existe simplesmente para produzir um som.

Ele existe para despertar.

Despertar quem dorme.

Convocar quem está disperso.

Lembrar quem esqueceu.

Anunciar a soberania do Rei.

E apontar para a esperança.

Paulo escreveu:

“Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas transformados seremos todos.”

1 Coríntios 15:51

E alguns versículos depois:

“ao ressoar da última trombeta.”

1 Coríntios 15:52

E Yeshua nos disse:

“Vigiai, pois, porque não sabeis em que dia vem o vosso Senhor.”

Mateus 24:42

Então talvez a grande mensagem de Rosh Hashanah não seja:

“Descubra a data.”

Mas:

“Esteja preparado.”

Não precisamos saber o dia.

Precisamos estar prontos.

Não precisamos conhecer o momento.

Precisamos conhecer aquele que vem.

E por isso, quando o shofar soar, que ele encontre em nós um coração desperto.

Um coração reconciliado.

Um coração humilde.

Um coração cheio de esperança.

Um coração voltado para o Eterno.

Shanah Tovah!

L’Shanah Tovah!

Que o Eterno abençoe você e sua família.

Que este novo ciclo seja um tempo de despertar, retorno, reconciliação, crescimento e intimidade com Deus.

E se esta mensagem falou com você, compartilhe esta live, inscreva-se no canal e deixe aqui nos comentários a palavra SHOFAR.

Baixe também o e-book das Festas de Israel pelo link na descrição.

E, se você deseja conhecer a Terra da Bíblia comigo, venha fazer parte de uma de nossas viagens de imersão bíblica em Israel.

Porque uma coisa é ler a Bíblia.

Outra coisa é caminhar pelas páginas da Bíblia.

Nos vemos em Israel.

Shalom!

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29 de julho de 2026/

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